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PRR4 recorre contra concessão de liberdade deferida a gaúcho preso em MontevidéuSex, 21 de Outubro de 2011 15:43 O Ministério Público Federal questiona a libertação de Diego Podolsky Paes, preso desde 2008 no Uruguai, após ter sido identificado como líder de quadrilha que movimentou cerca de dois milhões de dólares por mês entre 2004 e 2008 com a venda de medicamentos controlados sem prescrição médica na internet. Depois de sucessivos pedidos de liberdade, inclusive com decisões contrárias em todos os graus de jurisdição (TRF4, STJ e STF), a Justiça Federal do RS (JF-RS) concedeu a liberdade ao acusado. "Sem nenhum respaldo fático ou jurídico idôneo", afirma o procurador regional da República Manoel Pastana, que assina pareceres em recursos do MPF e do réu, defendendo em ambos que Paes permaneça preso - a 7ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgará os recursos nesta terça-feira (25). Lavagem - "Além dos graves crimes tipificados na Lei de Entorpecentes, o réu deve responder pelos delitos previstos na Lei de Lavagem de Capitais e outras análogas, em decorrência da vultosa movimentação financeira clandestina, envolvendo vários milhões de dólares", explica o procurador regional da República. O DEA apurou que o lucro obtido pela organização criminosa era ocultado e dissimulado no sistema financeiro internacional, por meio de contas e de empresas de fachada, sediadas em vários lugares do mundo. O prosseguimento das investigações pela Polícia Federal comprovou a participação de Diego Podolsky Paes no esquema. "A prisão deve ser mantida para que a extradição seja efetivada, demorando o tempo que for, salvo quando os inúmeros e graves crimes atribuídos ao acusado estiverem prescritos pela pena em abstrato", defende Pastana. "O acusado praticava os crimes que tinham repercussão no exterior e no Brasil, mas evitava pisar em solo brasileiro com a nítida intenção de escapar de eventual ação penal que pudesse ser manejada no país", justifica. Para ele, o Estado brasileiro não deve se curvar aos caprichos do acusado. Acompanhe os processos no TRF4 Assessoria de Comunicação Social
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